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Apple faz 1ª sessão para autistas no Brasil

A Apple Brasil realizou a primeira sessão especialmente dedicada a crianças com autismo no país. O evento foi no último domingo, 12 de novembro de 2017, na loja da empresa em São Paulo.

A sessão, que foi de desenho e pintura em iPads Pro, teve a participação do grupo de funcionários voluntários da empresa, os “volunteer champions“. As crianças soltaram sua criatividade usando a Apple Pencil (o lápis bluetooth da marca para interagir com o iPad Pro) e fizeram vários desenhos com os mais diversos temas nas telas dos iPads. Os participantes foram do grupo de apoio a pais de autistas aMAIS SP.

Saiba mais detalhes em http://www.paivajunior.com.br/blog/apple-faz-1a-sessao-para-autistas-no-brasil/

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A nata da pesquisa sobre autismo

Brasileiro lidera laboratórios na Califórnia (EUA)

Francisco Paiva Junior,
editor-chefe da Revista Autismo

Para celebrar o nono Dia Mundial de Conscientização do Autismo, 2 de abril, estive no laboratório do Sanford Consortium, na Universidade da Califórnia em San Diego (UCSD), um dos mais (senão o mais) avançados laboratórios de neurociência do planeta, onde conversei com o neurocientista Alysson Muotri — um brasileiro, PhD, que lidera um verdadeiro batalhão de pesquisadores naquela universidade (você pode ver o vídeo desta visita no site da Revista Autismo — em www.RevistaAutismo.com.br).

E foi lá em San Diego, no extremo Sudoeste dos Estados Unidos, cidade que faz divisa com o México, que Alysson me mostrou o trabalho que tem sido feito na busca pela cura do autismo e de outras síndromes e doenças — de síndrome de Rett e mal de Parkinson até anorexia nervosa, zica e mal de Alzheimer.

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11º Prêmio Orgulho Autista 2016

Desde 2005, em todos os anos, o Conselho Brasileiro do Prêmio Orgulho Autista escolhe através de votação de seus membros, os agraciados com essa homenagem. São pessoas que fizeram a diferença na vida das famílias de pessoas com autismo.

Parabéns aos grandes VENCEDORES do XI Prêmio Orgulho Autista 2016:

Capa do livro Especial Mente AzulI – Livro Destaque:
Autora: Viviani Guimarães – Especial Mente Azul – Editora Boquinhas – Macapá/Amapá

II – Escola Destaque:
Diretora Renata Dreux – Escola Especial Crescer- Piratininga Niterói/RJ

III – Professor Destaque
Professor Casemiro Mota – Instituto Federal Catarinense – Santa Catarina

IV – Médico Destaque
Clay Brites – Instituto NeuroSaber – Neurologista – Londrina/Paraná

V – Psicólogo Destaque
Emanuelle Vieira Leal – Psicóloga – Brasília

VI – Político Brasileiro Destaque
Carmen Zanotto – Deputada Federal – Lajes/SC

VII – Imprensa Rádio Destaque
Uiara Araújo – Radio Cidade do Aço – Volta Redonda/RJ

VIII – Imprensa Televisão Destaque
Fátima Bernardes – Programa Encontro – TV Globo – Rio de Janeiro/RJ

IX – Imprensa Escrita Revista Destaque
Jorge Caldeira – Revista da ANER – Atendimento odontológico aos autistas – São Paulo

X – Imprensa Escrita – Jornal Destaque
Clarissa Pains – Matéria: ”Não há nada de bonitinho no autismo” – Jornal “O Globo” 21/01/2017 – Rio de Janeiro/RJ

XI – Imprensa Fotografia Destaque
Rogério Araújo Pereira –Fotógrafo voluntário da exposição “Famílias de Autistas – Sob as lentes da alegria” – Distrito Federal

XII – Internet Destaque
Tatiana Takeda – http://ludovica.opopular.com.br/blogs/viva-a-diferença – Goiânia/GO

XIII – Pessoa e/ou Organização Não-Governamental Destaque
Lennon Custódio – Associação Servidores Câmara dos Deputados – Brasília

XIV – Pessoa e Órgão Público ou Empresa Privada Destaque
Antônio Francisco Neto – Prefeitura Municipal de Volta Redonda/RJ

XV – Atitude Destaque
Rocio Marin – Fundação Bocalan – São Paulo
Adestramento de cães para trabalhar com autistas

XVI – Voluntário Destaque
Lívia Magalhães – OAB/DF – Distrito Federal
Cartilha dos Direitos da Pessoa com Autismo/Comissão dos Direitos da Pessoa com Autismo

Serviço:
Como em todos os anos anteriores, a entrega será realizada em solenidade transmitida ao vivo para todo o Brasil, diretamente dos estúdios da Rádio Nacional, em Brasília. Neste ano, em 17 de fevereiro de 2017, véspera do Dia Internacional da Síndrome de Asperger, às 14h.

(MOVIMENTO ORGULHO AUTISTA BRASIL – MOAB)

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Andréa Werner lança livro sobre os aprendizados ao lado de seu filho autista

Quando Theo, o único filho de Andréa Werner, foi diagnosticado com autismo aos dois anos de idade, em 2010, o mundo da jornalista e escritora pareceu ter virado de cabeça para baixo. Ao ouvir do médico que o menino tinha transtorno global do desenvolvimento, a sensação experimentada por ela era semelhante à de um forte soco no estômago.

Completamente sem chão, ela só queria saber se ele ficaria curado, se ficaria bem, se iria falar e ser independente. Andréa enfrentava, naquele momento, o mesmo sentimento de impotência e desconhecimento vivido por milhares de mães ao serem informadas que seus filhos têm autismo. Daquele dia até o momento em que decidiu mergulhar fundo no assunto para ajudá-lo de todas as formas possíveis, ela passou por diversas etapas, do quase luto até a descoberta de que existe vida, sim, apesar do autismo.

Capa do livro "Lagarta via pupa".

Capa do livro “Lagarta via pupa”.

A última delas resultou no livro “Lagarta Vira Pupa – A vida e os aprendizados ao lado de um lindo garotinho autista“, lançado neste mês (julho de 2016).“O livro vem para acolher e apoiar principalmente os pais, e isso vai desde a validação de todos os sentimentos vividos no pós-diagnóstico — a negação, a barganha, a aceitação — até uma palavra de conforto para os dias difíceis, terminando em dicas práticas”, explica a autora, ressaltando que sua proposta é de que a obra também seja útil para familiares e profissionais que trabalham com crianças com deficiências ou simplesmente para pessoas que queiram aprender a lidar melhor com a diversidade e criar filhos mais abertos a ela.

O livro é, na verdade, o resultado de um projeto maior sobre o qual Andréa se debruçou em 2012, dois anos após a descoberta do autismo de Theo: o blog que tem o mesmo nome do livro: Largarta Vira Pura. Para surpresa da autora, o que inicialmente tinha como objetivo ser um canal de desabafo e troca de experiências entre pais que enfrentam o mesmo problema, o blog cresceu e caminhou rapidamente. Hoje é o maior do gênero sobre autismo e deficiências no Brasil e considerado por muitos especialistas uma referência. O blog Lagarta Vira Pupa tem 100 mil usuários, 200 mil visualizações de páginas por mês, 45 mil fãs no facebook, 11 mil seguidores no Instagram e 2,5 mil inscritos no Youtube. E foram todos esses seguidores que cobraram de Andréa Werner uma ideia que ela, em seu íntimo, já vinha amadurecendo aos poucos: o desejo de escrever um livro. Como a proposta da jornalista era fazer um projeto bonito, com papel de qualidade, colorido e com ilustrações que fizessem a diferença, ela recorreu a uma prática pouco comum aos autores que lançam livro no Brasil, a do financiamento coletivo (crowdfunding).

Lançamento indepentende

“As propostas que recebi de algumas editoras apontavam para algo mais simples, então decidi bancar o livro de forma independente. Foi um frio na barriga por não saber como a iniciativa seria recebida”, conta. A resposta veio imediatamente. Uma semana após a campanha ter sido lançada, arrecadou R$ 30 mil quando o prazo proposto pelo site que abraçou o projeto era de 60 dias.

“Transformei o crowdfunding em uma “pré-venda com benefícios”, em que as pessoas podiam adquirir só o livro ou outros pacotes (o livro com um marcador com a patinha da Lola, nossa Golden Retriever, e a mãozinha do Theo”, explica. “Até hoje tem gente chorando porque ficou sem o desenho do Theo ou o marcador de livro” diz, feliz com o resultado. O livro Lagarta Vira Pupa… levou oito meses para ficar pronto e reúne alguns textos publicados no blog e outros inéditos. As ilustrações são assinadas por Kelly Vaneli, diretora de arte da empresa de entretenimento Time For Fun e responsável pelas instalações no Brasil de espetáculos como o Cirque du Soleil e musicais como Wicked.

Andréa Werner diz ter optado por mesclar textos publicados e inéditos por considerar que nem todos os seguidores a acompanham desde o início e considerava fundamental ter no livro textos escritos nos primeiros tempos de vida do blog. Para isso, a autora precisou editá-los para um formato mais atemporal e dar linearidade à obra. Ela afirma que um de seus objetivos é transformá-lo numa referência para pais que têm filhos autistas ou com qualquer deficiência, já que os obstáculos e os caminhos para enfrentarem os problemas são parecidos. “A vida não para, a gente tem que viver e dá, sim, para ser feliz após o diagnóstico de autismo. A criança está ali, viva, precisa viver. Nunca deixei de fazer nada com o Theo pelo fato dele ser autista”, defende ela.

Após seis anos pesquisando e aprendendo sobre autismo, Andréa diz ter constatado que algumas mães entendem mais sobre o transtorno do que muitos médicos. “Por isso decidi fazer essa ponte para novos pais que chegam no nosso mundo. O diagnóstico no Brasil ainda é tardio, por volta dos cinco anos, e a intervenção precoce é muito importante porque aumenta muito a chance da criança ser mais independente no futuro”, alerta a escritora, ressaltando que ainda existe muito desconhecimento sobre os sinais do autismo por parte dos pediatras.

Outra mensagem positiva que a autora pretende passar com a obra é o aprendizado e a transformação que viveu a partir da descoberta do diagnóstico do filho. “Passamos a ver o mundo de outra forma, a dar valor a coisas que realmente importam. Os autistas têm o dom de ver graça em coisas que as pessoas ditas “normais” desprezam, como as árvores balançando ao vento ou o efeito da luz do sol passando na poeira”.

Além da forma escolhida para concretizar a publicação do livro, Andréa também inova no que diz respeito à venda. A primeira tiragem de 2 mil exemplares será comercializada no próprio blog. “A forma como o projeto foi recebido, já vendendo quase 600 unidades (de 2 mil da primeira edição) na pré-venda, me deu uma noção real do impacto. Minha vida está ali no livro, é um projeto super pessoal. Porisso mesmo, resolvi vender em meu próprio site”, argumenta.

O site para comprar o livro é loja.lagartavirapupa.com.br e o preço de lançamento é R$ 59,90.

MAIS SOBRE A AUTORA

Andréa Werner é mineira de Belo Horizonte, tem 40 anos, é jornalista formada pela PUC Minas e escritora. Trabalhou na multinacional Unilever. Só deixou o mundo das multinacionais após o diagnóstico do filho. Atualmente mora em Estocolmo, na Suécia, e está lançando seu primeiro livro no Brasil de forma independente.

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Dia do Orgulho Autista 2016 lembrou desafio da inclusão

Celebrado todo 18 de junho, o Dia do Orgulho Autista foi comemorado neste ano em sessão solene na Câmara Legislativa do Distrito Federal na sexta-feira 17.junho.2016. A solenidade reuniu familiares, pessoas com autismo, educadores e militantes numa celebração cuja mensagem principal foi a da necessidade de inclusão. Implementação dos direitos previstos em leis e preparação das escolas estão entre os desafios.

Veja o texto original completo no site da Câmara Legislativa do Distrito Federal— em http://www.cl.df.gov.br/ultimas-noticias/-/asset_publisher/IT0h/content/dia-do-orgulho-autista-lembra-desafio-da-inclusao;jsessionid=C336B1E042AE0EF002A6759CA8ED6136.liferay1?redirect=http%3A%2F%2Fwww.cl.df.gov.br%2Fultimas-noticias

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Cientista responde perguntas sobre a primeira empresa de biotecnologia voltada ao autismo

Em um vídeo de mais de dez minutos, direto de San Diego (Califórna), nos Estados Unidos, o neurocientista Alysson Muotri respondeu às perguntas que lhe enviamos, a respeito da sua startup, a Tismoo, a primeira empresa de biotecnologia do mundo voltada ao autismo (veja reportagem sobre o lançamento da Tismoo).

Assista ao vídeo a seguir e saiba mais sobre esse início da era da medicina personalizada que estamos vivendo:

 

MATERIAL EXTRA

>> Site da Tismoo

>> Reportagem sobre o lançamento da Tismoo

>> Primeira entrevista da Revista Autismo com Alysson Muotri em dezembro/2010

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Pesquisa da USP sobre Autismo recebe prêmio no Albert Einstein

Um estudo sobre autismo foi o grande vencedor do 4º Simpósio Científico Internacional CEJAM, nos dias 15 e 16 de outubro de 2015, no auditório do Hospital Albert Einstein. O estudo dos mecanismos biológicos envolvidos no Autismo é um dos objetivos do projeto A Fada do Dente, que apresentou o trabalho científico “Investigação dos fenótipos neuronais envolvidos no Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) e na distrofia muscular de Duchenne (DMD)”, elaborado por cientistas do laboratório de células-tronco da FMVZ-USP e EACH-USP. O trabalho mostra resultados dos neurônios obtidos a partir da reprogramação de células-tronco da polpa dentária de indivíduos com autismo e DMD.

“Apresentar o nosso projeto aos profissionais da saúde do CEJAM nos trouxe a oportunidade de mostrar que é possível estudar células neuronais de indivíduos com autismo e DMD no laboratório, a partir da doação de um dente de leite. E ainda, que os conhecimentos biológicos acerca de uma doença são bastante valiosos e podem no futuro ser a esperança de uma medicina personalizada e proporcionar melhora na qualidade de vida destes indivíduos”, conta a pesquisadora Graciela Pignatari.

4º Simpósio Científico Internacional

O Simpósio Científico Internacional CEJAM foi idealizado com o objetivo de estimular o debate, promover a atualização dos profissionais de saúde e incentivar a produção científica da área. Em 2015, contou com a apresentação de mais de 40 trabalhos científicos.

Sobre o CEJAM

Fundado em 1991, o CEJAM (Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”) é uma entidade filantrópica, sem fins lucrativos, que se destaca pela excelência no gerenciamento de diversos serviços de saúde, por meio de contratos de gestão e convênios. Credenciada como Organização Social desde 2002, atua hoje nos municípios de São Paulo, Mogi das Cruzes, Arujá, Rio de Janeiro e Embu das Artes.

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Cientistas brasileiros criam startup de biotecnologia para revolucionar o diagnóstico e o tratamento de autismo

Paiva Junior,
editor-chefe da Revista Autismo

Empresa pretende auxiliar no entendimento do autismo e outras síndromes

O Brasil terá o primeiro laboratório do mundo exclusivamente dedicado a análises genéticas focadas em perspectivas terapêuticas personalizadas para Transtorno do Espectro do Autismo e outros transtornos neurológicos de origem genética, tais como a Síndrome de Rett, Síndrome de Timothy, Síndrome do X Frágil, Síndrome de Angelman e a Síndrome de Phelan-McDermid, por exemplo. É a Tismoo, com sede em São Paulo (SP), uma startup de biotecnologia idealizada por cientistas brasileiros, que pretende, por meio da modelagem celular e edição genética, criar nova plataforma para a análise funcional das alterações dos genes e, desta forma, desenvolver e testar novos medicamentos em “minicérebros” dos pacientes, produzidos no laboratório, auxiliando a clínica. Veja reportagem e vídeo sobre minicérebros no G1 e o artigo do neurocientista Alysson Muotri, também no G1).

O projeto é desafiador e ambicioso, pois a ideia é trazer técnicas e estudos de ponta realizados nas universidades e colocá-los em prática para o benefício clínico dos indivíduos afetados. Primeira no mundo, a Tismoo quer impactar as pesquisas no desenvolvimento de novas substâncias e no entendimento das doenças neurológicas, oferecendo uma medicina personalizada, capaz de atender as características de cada paciente. As tecnologias em desenvolvimento podem antecipar ainda mais esta personalização clínica, pois o conhecimento da individualidade genética pode contribuir para um melhor entendimento do autismo além de, potencialmente, abrir janelas para intervenções mais específicas.

Com o propósito definido, os cientistas fundaram a Tismoo para mudar o panorama atual das doenças neurológicas. O time tem Alysson Muotri, biólogo molecular e professor da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia (UCSD), em San Diego; Carlos Gadia, neuropediatra e diretor-associado do Miami Children’s Hospital Dan Marino Center; e Patrícia Braga, bióloga e responsável pela reprogramação das primeiras células iPS no Brasil e uma das idealizadoras do Projeto “A Fada do Dente” da USP em parceria com a UCSD, .

Em pesquisas já realizadas pela equipe da Tismoo, foi possível constatar atividades importantes em neurônios, por meio da reprogramação celular. “Nossas pesquisas têm demonstrado que as células neurais de autistas conseguem se recuperar dos defeitos sinápticos se expostos ao ambiente certo — na presença de substâncias que alteram as sinapses, por exemplo — mostrando que as alterações genéticas não são deterministas. Disso tudo tiramos uma lição importante: o autismo, em muitos casos, pode ser reversível. Nosso próximo passo, é entender porque alguns pacientes conseguem isso e outros, não”, salienta Muotri.

Além das descobertas realizadas em laboratório, a Tismoo pretende também desmistificar a ciência e mostrar os benefícios que os estudos podem trazer para a população em geral. “O que queremos é permitir que as pessoas e seus familiares tenham a oportunidade de entender e aprofundar um pouco sobre autismo e, se possível, colaborar no diagnóstico e tratamento. Sabemos que a ciência, às vezes, é difícil de entender e, justamente por isso, estamos trabalhando para criar uma empresa de biotecnologia ‘amigável’”, comenta Patrícia Braga.

Autistas: 2 milhões no Brasil

Se levarmos em consideração o percentual de 1% aceito pela OMS, o número de casos de autismo no Brasil deve estar em torno de 2 milhões. No mundo, o número é estimado em 70 milhões de autistas.

As crianças diagnosticadas com autismo ou distúrbios relacionados vem crescendo exponencialmente. Um estudo publicado pelo Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos EUA – Centers for Disease Control and Prevention (CDC) – aponta que 1 em cada 68 crianças americanas com até oito anos de idade tem autismo. A prevalência do transtorno no país sofreu um aumento de 30% em relação aos números divulgados em 2012, os quais apontavam que uma em cada 88 crianças dos Estados Unidos estariam dentro do espectro autista. Na década de 80, este número era de 1 a cada 2 mil crianças, como pode ser observado no infográfico a seguir.

O relatório revelou que a maioria das crianças com autismo recebe o diagnóstico após os quatro anos de idade, embora o Transtorno possa ser detectado muito antes disso. “Precisamos diagnosticar as crianças mais cedo. A detecção precoce é a ferramenta mais eficaz que temos para fazer a diferença na vida dessas crianças”, afirma Coleen Boyle, diretora do Centro Nacional de Defeitos Congênitos e Deficiências do Desenvolvimento do CDC.

Casos de sucesso nesse tipo de tratamento não são tão raros quanto se pensava. “Há mais de uma década já sabemos que, com diagnóstico precoce e terapias intensas, entre 1% e 5% dos autistas progridem tanto que saem do espectro”, explica Gadia. O mais interessante é, que até bem pouco tempo atrás, muitos ainda acreditavam que estas diferenças fossem causadas por um diagnóstico errado.

Lançamento da startup

A prévia de lançamento da Tismoo será durante o 8º Encontro Brasileiro sobre Síndrome de Rett, em Embu das Artes (SP), evento que acontece de 22 a 25 de outubro de 2015. Na ocasião, os cientistas Muotri e Braga serão os palestrantes no dia 24. Para mais informações sobre o evento, acesse o site da Associação Brasileira de Síndrome de Rett.

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MOAB — Movimento Orgulho Autista Brasil

10º Prêmio Orgulho Autista 2014/2015 revela vencedores

“Da forma como está, não há do que se orgulhar, mas todo pai e mãe tem orgulho sim dos seus filhos autistas”, com esta frase impactante, o presidente do Movimento Orgulho Autista Brasil (MOAB) revelou os vencedores da décima edição do Prêmio Orgulho Autista nesta quinta, 18 de junho de 2015. O prêmio será entregue no dia 3 de dezembro de 2015, Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, em Brasília (DF).
Em entrevista à Rádio Nacional de Brasília, o presidente Nacional do MOAB, Fernando Cotta, conta que o movimento nasceu nos Estados Unidos, em 2004, e tornou-se um movimento mundial no ano seguinte. O MOAB, que está completando dez anos, está participando de audiência pública na Câmara dos Deputados para discutir as políticas públicas para atender pessoas autistas, informar sobre a existência de leis federais e distritais, além da importância do diagnóstico precoce.
Ouça a entrevista completa de Fernando Cotta à Rádio Nacional de Brasília, com a jornalista Luiza Inez Vilela, neste link.

Vencedores

Veja quem foram os vencedores em cada uma das 15 categorias.

I – Livro Destaque:

AUTISMO NO BRASIL, UM GRANDE DESAFIO – ULISSES COSTA – RJ
Conta os principais passos para a construção da Lei Berenice Piana. É a história de um pai lutador.
II – Diretor e Escola Destaque:
NEIDE ROSSETTI – EMEFE CAMINHOS DO APRENDER – BENTO GONÇALVES – RS
Conseguiu através da participação efetiva dos pais que a escola fosse referência no sul do Brasil.
III – Professor Destaque
NARA SILVA – GUARULHOS – SP
Professora determinada e apaixonada por pessoas com autismo, que pesquisa muito para derrubar o mito de que essas crianças não aprendem. Tem uma história de vida muito bonita e sofrida, que lhe credencia ao trabalho de amor.
IV – Médico Destaque
RUDIMAR RIESGO – PORTO ALEGRE-RS
Pela sua luta em tratamentos com medicamentos para amenizar sintomas do autismo, e suas pesquisas no hospital de clinicas de Porto Alegre RS.
V – Psicólogo Destaque
JOANICELE BRITO – BRASÍLIA-DF
Psicóloga especializada no método Son-Rise para pessoas com autismo. Tem trabalho voluntário com pais de autistas, pregando a força das famílias para um mundo melhor.
VI – Político Brasileiro Destaque
ROMÁRIO FARIA – SENADOR DA REPÚBLICA – RIO DE JANEIRO
Por seu empenho em defender a causa das pessoas com deficiência, por ser relator da Lei Brasileira de Inclusão, no Senado Federal e mais diretamente ao autismo ao promover o Seminário: Autismo e os desafios da educação inclusiva e preocupar-se em apresentar projetos que beneficiam as Pessoas com Deficiência.
VII – Imprensa Rádio Destaque
LUÍZA INEZ – PROGRAMA COTIDIANO – RÁDIO NACIONAL DE BRASÍLIA AM
Sempre busca dar espaço e informação sobre no autismo em seu programa.
VIII – imprensa Televisão Destaque
SOLANGE CALMON – PROGRAMA INCLUSÃO – TV SENADO – BRASÍLIA
Ótima reportagem sobre o Seminário sobre educação de autistas no Interlegis.
IX – Imprensa Escrita – Revista Destaque
CILENE PEREIRA – REVISTA ISTO É – SÃO PAULO
Uma opção Brasileira Contra o Autismo
Edição de 03/06/2015
Informa que médicos do Rio Grande do Sul estão testando com sucesso uma substância capaz de reduzir a irritabilidade e problemas da fala dos autistas.
X – Imprensa Escrita – Jornal Destaque
JACQUELINE SARAIVA – CORREIO BRAZILIENSE – BRASÍLIA
Edição de 26/02/2015
Mãe cria panfleto para ajudar filho autista e arte repercute na internet
XI – Imprensa Fotografia Destaque
PABLO MENEZES – INDEPENDENTE – RIO GRANDE DO SUL
Foto com seu filho autista no balanço ao ar livre.
XII – Internet Destaque:
RONALDO CRUZ – EDITOR DA TRIBUNA DO AUTISTA – NATAL-RN
Periódico online com incentivo aos pais familiares brasileiros, sempre com muita paixão e amor pela causa dos autistas.
XIII – Pessoa e Organização Não-Governamental Destaque:
FATIMA DE KWANT – AUTIMATES – HOLANDA
Uma brasileira que é mãe de autista e mora na Holanda. Não mede esforços para sempre trazer novas informações para as famílias brasileiras.
XIV – Pessoa e Órgão Público ou Empresa Privada Destaque:
VIVIANE DE LEON – ESPAÇO TEACCH NOVO HORIZONTE – PORTO ALEGRE-RS
Pelo pioneirismo de trazer o método para o Brasil em 1991, e até hoje manter um trabalho de qualidade que promove o desenvolvimento de muitos autistas, suas famílias e profissionais que ela forma.
XV – Atitude Destaque:
ALEX ELLIS – EMBAIXADOR DO REINO UNIDO NO BRASIL
Tem a coragem de falar sobre as necessidades, frustrações e vitórias de seu filho com síndrome de asperger, com atuação destacada no seminário de educação, realizado no Senado Federal, em Brasília.

Histórico

Desde 2005 o Conselho Brasileiro do Prêmio Orgulho Autista, formado por pessoas ligadas ao tema de todo o Brasil, busca evidenciar personalidades e instituições que se destacaram de forma significativa na vida de autistas, agraciando-os em diversas categorias, conforme suas realizações.

No primeiro momento, os membros do Conselho indicam os concorrentes e apresentam as defesas com o motivo pelo qual essas pessoas/instituições foram incluídas como candidatas. Na segunda fase, os integrantes do grupo votam naqueles que acreditam merecer a homenagem. Naturalmente, os mais votados são os vencedores.

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Casos de autismo sobem para 1 a cada 68 crianças

Paiva Junior,
editor-chefe da Revista Autismo

Conforme pesquisa do governo dos Estados Unidos, os casos de autismo subiram para 1 em cada 68 crianças com 8 anos de idade — o equivalente a 1,47%. O número foi aferido pelo CDC (Center of Diseases Control and Prevention), do governo estadunidense — órgão próximo do que representa, no Brasil, o Ministério da Saúde. Os dados são referentes a 2010 e foram divulgados nesta quinta-feira, 27 de março de 2014.

Houve aumento de quase 30% em relação aos dados anteriores, de 2008, em que apontava para 1 caso a cada 88 crianças. Quase 60% para 2006, que era de 1 para 110. Mesmo o autismo podendo ser detectado a partir dos 2 anos de idade, a maioria das crianças foi diagnosticada após os 4 anos.

Para alertar a respeito dos números alarmantes, todo 2 de abril é comemorado o “Dia Mundial de Conscientização do Autismo” — em inglês, “World Autism Awareness Day” —, data instituída pela ONU (Organização das Nações Unidas) desde 2008. O objetivo é, anualmente, conscientizar a sociedade a respeito desta complexa síndrome, para que aja mais suspeita, mais diagnóstico, mais tratamento, mais respeito e menos preconceito. Para isso iluminam-se de azul prédios e monumentos ao redor do mundo. O azul foi a cor designada para o autismo, por ter uma prevalência bem maior em meninos que em meninas — mais de 4 para 1.

Como jamais provou-se qualquer relação da prevalência maior de autismo com alguma região do planeta ou etnia, a Organização Mundial da Saúde considera os números dos Estados Unidos estimados para todo o planeta. O Brasil estima-se que tenhamos mais de 2 milhões de pessoas com autismo. No ano passado, uma lei federal foi aprovada equiparando em direitos os autistas aos deficientes, além de outros benefícios — Lei 12.764, também conhecida como “Lei Berenice Piana”.

No Brasil o Cristo Redentor (no Rio de Janeiro), a Ponte Estaiada (em São Paulo), e muitos monumentos em todo o território nacional serão iluminados de azul na data. No mundo, pode-se destacar o Empire State (nos Estados Unidos), a CN Tower (no Canadá) e muitos outros cartões-postais ao redor do planeta.O autismo é uma complexa síndrome que afeta três importantes áreas do desenvolvimento humano: comunicação, socialização e comportamento. Ainda não se sabe a causa, nem há cura, apenas tratamento. O único consenso mundial é que quanto antes de trata, melhores são as possibilidades de maior qualidade de vida.

Informações sobre os sinais e sintomas de autismo em linguagem acessível podem ser obtidas no livro “Autismo — Não espere, aja logo!” (136 pág., editora M.Books, R$42, site: LivroAutismo.PaivaJunior.com.br) e também na gratuita Revista Autismo (site:  www.RevistaAutismo.com.br) — a única revista a respeito da síndrome na América Latina, além de ser a única no mundo em língua portuguesa

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