| Medicina e ortomolecular: armas também contra o autismo |
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| Escrito por Marta Tornavoi |
| Qui, 16 de Setembro de 2010 16:00 |
por Marta TornavoiQuando Linus Pauling (foto ao lado), há cerca de três décadas, usou o termo “medicina ortomolecular”, houve certo estupor na comunidade científica mundial! Isto porque afirmou que se tratava da maior conquista da medicina nos últimos anos, o que, afirmado por alguém duas vezes laureado com o Prêmio Nobel (Química e Paz), decididamente teria de ser levado a sério! O tempo encarregou-se de confirmar tal assertiva. O conceito de radicais livres se impôs de tal maneira nos meios científicos mundiais que, atualmente, há pelo menos cinco revistas estrangeiras e cerca de cinqüenta conclaves internacionais anuais a respeito desse tema. No Brasil, a falta de uma regulamentação desse conhecimento no meio médico, faz com que se abra a possibilidade para que pessoas sem a necessária formação façam uso de alguns nutrientes e se intitulem “medicina ortomolecular” prejudicando assim a imagem de uma ciência séria e que em muito pode ajudar as pessoas. A medicina ortomolecular é uma forma de tratamento que usa antioxidantes, vitaminas, sais minerais, aminoácidos, lipídios, enzimas e elementos da natureza necessários para o bom funcionamento das células, órgãos e tecidos do corpo. A palavra vem do grego, “orto” que significa equilíbrio. E “molecular”, referente à molécula. Então, ortomolecular é uma maneira de reequilibrar, com nutrientes, cada pequena parte do nosso organismo. Em suma, um tipo de nutrição inteligente, que o médico prescreve ao paciente dependendo das suas necessidades especiais (adultos, crianças, atletas, gestantes, idosos, etc.), do seu quadro clínico e laboratorial. Esta abordagem ortomolecular pode ser usada como coadjuvante no tratamento e na prevenção de doenças. A medicina ortomolecular influencia a composição bioquímica do organismo por meio de quatro vias complementares: 1) Repondo uma substância que se encontra em déficit no organismo, por exemplo, na pelagra prescreve-se vitamina B3, na anemia prescreve-se Ferro; 2) Promovendo a eliminação ou inibindo a absorção de uma substância tóxica como alumínio, chumbo, ferro, etc.; 3) Aumentando a concentração de uma substância que, mesmo estando em níveis normais no orga-nismo, tem um efeito farmacológico quando em concentrações mais elevadas, como a vitamina C para estimular o sistema imunológico na gripe ou a Vitamina B6 que melhora a produção de neurotransmissores em autistas. 4) Combatendo o excesso de radicais livres, responsáveis por uma série de patologias. Com um profundo efeito sobre todo o organismo, a medicina ortomolecular é uma grande ferramenta médica que pode ser usada em qualquer patologia por pessoas de todas as idades, inclusive criança. No tratamento de crianças com diagnóstico de autismo ou outros transtornos do desenvolvimento neuropsicomotor, tem se mostrado uma grande aliada. Para ter seu melhor efeito, deve estar dentro de um tratamento amplo que inclua uma reeducação alimentar, uma reorganização global do indivíduo. Eu particularmente, nos casos de crianças autistas, uso a medicina ortomolecular em associação com as plantas (fitoterapia) e com a homeopatia, além de orientação alimentar sem glúten e caseína (encontrada no leite animal e derivados). O resultado desta abordagem completa e cuidadosa é surpreendente na melhora da qualidade de vida das crianças e seus pais.
Marta Tornavoi de Carvalho é médica clínica geral, com residência em medicina preventiva e pós-graduação em homeopatia. Atende em sua clínica ( www.martatornavoi.com.br), 19 3252-4878, em Campinas (SP) |










