Apple faz 1ª sessão para autistas no Brasil

Apple-sessao-autismo-nov-2017A Apple Brasil realizou a primeira sessão especialmente dedicada a crianças com autismo no país. O evento foi no último domingo, 12 de novembro de 2017, na loja da empresa em São Paulo.

 

A sessão, que foi de desenho e pintura em iPads Pro, teve a participação do grupo de funcionários voluntários da empresa, os "volunteer champions". As crianças soltaram sua criatividade usando a Apple Pencil (o lápis bluetooth da marca para interagir com o iPad Pro) e fizeram vários desenhos com os mais diversos temas nas telas dos iPads. Os participantes foram do grupo de apoio a pais de autistas aMAIS SP.

 

Saiba mais detalhes em http://www.paivajunior.com.br/blog/apple-faz-1a-sessao-para-autistas-no-brasil/

 
A nata da pesquisa sobre autismo

Brasileiro lidera laboratórios na Califórnia (EUA)  

Francisco Paiva Junior,
editor-chefe da Revista Autismo
30 de março de 2017
 

alysson muotri lab 2017Para celebrar o nono Dia Mundial de Conscientização do Autismo, 2 de abril, estive no laboratório do Sanford Consortium, na Universidade da Califórnia em San Diego (UCSD), um dos mais (senão o mais) avançados laboratórios de neurociência do planeta, onde conversei com o neurocientista Alysson Muotri — um brasileiro, PhD, que lidera um verdadeiro batalhão de pesquisadores naquela universidade (você pode ver o vídeo desta visita no site da Revista Autismo — em www.RevistaAutismo.com.br).

E foi lá em San Diego, no extremo Sudoeste dos Estados Unidos, cidade que faz divisa com o México, que Alysson me mostrou o trabalho que tem sido feito na busca pela cura do autismo e de outras síndromes e doenças — de síndrome de Rett e mal de Parkinson até anorexia nervosa, zica e mal de Alzheimer.

O campus fica num dos mais belos cenários da California, com vista para o Oceano Pacífico, caprichosamente localizado próximo a uma pista de vôo de paraglider, num dos melhores lugares para se admirar o pôr-do-sol da costa oeste estadunidense, a região de Torrey Pines.

No mesmo prédio ficam vários laboratórios, integrados exatamente para promoverem a transdisciplinaridade entre os mais diversos campos de pesquisa, com três principais corredores onde em cada sala algo da nata da ciência está sendo pesquisado e a qualquer momento podem brotar importantes descobertas — como há poucos dias de lá descobriu-se que anorexia nervosa tem uma base genética e biológica passível de modulação farmacológica, o que abre caminho para se descobrir a causa e melhores tratamentos. No corredor central, os equipamentos mais pesados para facilitar a logística.

O paulistano Alysson, que fundou, no ano passado a primeira startup de medicina personalizada do mundo, a Tismoo, voltada predominantemente a fazer análises genéticas de autistas, e acabou de lançar o livro “Espiral — Conversas Científicas do Século XXI”, pela editora Atheneu, também é pioneiro na criação de mini-cérebros em laboratório, o que inclusive foi usado para o primeiro estudo do mundo que confirmou a relação entre o zika vírus e a microcefalia, publicado na renomada “Nature”. Os mini-cérebros têm ajudado muito na busca por entender diversas síndromes e doenças, além do autismo, e tem ganhado destaque mundial na mídia.

 

 

Em busca da cura

 

Numa dessas salas, “doctor Muotri” (como dizem os norte-americanos por lá) me mostrou três importantes equipamentos. No primeiro deles, um multi-eletrodo, quando se coloca uma cultura de neurônios numa placa, pode-se ouvir (isso mesmo, ouvir!) a atividade elétrica dos neurônios em mini-cérebros. No segundo equipamento, um moderno microscópio eletrônico, é possível ver e quantificar as sinapses acontecendo, desde que se utilize de um marcador verde fluorescente, pois as sinapses, a olho nu, são invisíveis. E um terceiro “trambolho”, um microscópio para análise morfométrica, onde se pode analisar detalhadamente a anatomia de um neurônio, a ponto de se conseguir medir seus dendritos, ramificações e núcleo. Foram nesses equipamentos que o neurocientista viu, pela primeira vez, lá pelos idos de 2010, que os neurônios de pessoas com autismo tinham uma morfologia diferente e faziam menos sinapses. “O neurônio do autista, em geral, parece algo que não se desenvolveu completamente, ainda não amadureceu”, explicou Alysson. E, a partir de então, pode-se iniciar testes com drogas até que conseguiu reverter um neurônio em laboratório. Ele me contou essa história em detalhes na primeira vez que o entrevistei (leia, na íntegra, na Revista Autismo, edição de abril/2011).

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11º Prêmio Orgulho Autista 2016

Desde 2005, em todos os anos, o Conselho Brasileiro do Prêmio Orgulho Autista escolhe através de votação de seus membros, os agraciados com essa homenagem. São pessoas que fizeram a diferença na vida das famílias de pessoas com autismo.

Capa do livro Especial Mente AzulParabéns aos grandes VENCEDORES do XI Prêmio Orgulho Autista 2016:

I - Livro Destaque:
Autora: Viviani Guimarães - Especial Mente Azul – Editora Boquinhas – Macapá/Amapá

II - Escola Destaque:
Diretora Renata Dreux - Escola Especial Crescer- Piratininga Niterói/RJ

III - Professor Destaque
Professor Casemiro Mota – Instituto Federal Catarinense – Santa Catarina

IV - Médico Destaque
Clay Brites – Instituto NeuroSaber - Neurologista – Londrina/Paraná

V - Psicólogo Destaque
Emanuelle Vieira Leal - Psicóloga – Brasília

VI - Político Brasileiro Destaque
Carmen Zanotto - Deputada Federal - Lajes/SC

VII - Imprensa Rádio Destaque
Uiara Araújo - Radio Cidade do Aço – Volta Redonda/RJ

VIII - Imprensa Televisão Destaque
Fátima Bernardes – Programa Encontro - TV Globo – Rio de Janeiro/RJ

IX - Imprensa Escrita Revista Destaque
Jorge Caldeira - Revista da ANER - Atendimento odontológico aos autistas – São Paulo

X - Imprensa Escrita - Jornal Destaque
Clarissa Pains - Matéria: ”Não há nada de bonitinho no autismo” – Jornal “O Globo” 21/01/2017 – Rio de Janeiro/RJ

XI - Imprensa Fotografia Destaque
Rogério Araújo Pereira –Fotógrafo voluntário da exposição “Famílias de Autistas – Sob as lentes da alegria” – Distrito Federal

XII - Internet Destaque
Tatiana Takeda - http://ludovica.opopular.com.br/blogs/viva-a-diferença - Goiânia/GO

XIII - Pessoa e/ou Organização Não-Governamental Destaque
Lennon Custódio – Associação Servidores Câmara dos Deputados – Brasília

XIV - Pessoa e Órgão Público ou Empresa Privada Destaque
Antônio Francisco Neto - Prefeitura Municipal de Volta Redonda/RJ

XV - Atitude Destaque
Rocio Marin – Fundação Bocalan – São Paulo
Adestramento de cães para trabalhar com autistas

XVI - Voluntário Destaque
Lívia Magalhães - OAB/DF – Distrito Federal
Cartilha dos Direitos da Pessoa com Autismo/Comissão dos Direitos da Pessoa com Autismo

Serviço:
Como em todos os anos anteriores, a entrega será realizada em solenidade transmitida ao vivo para todo o Brasil, diretamente dos estúdios da Rádio Nacional, em Brasília. Neste ano, em 17 de fevereiro de 2017, véspera do Dia Internacional da Síndrome de Asperger, às 14h.

(MOVIMENTO ORGULHO AUTISTA BRASIL - MOAB)

 
Andréa Werner lança livro sobre os aprendizados ao lado de seu filho autista

Quando Theo, o único filho de Andréa Werner, foi diagnosticado com autismo aos dois anos de idade, em 2010, o mundo da jornalista e escritora pareceu ter virado de cabeça para baixo. Ao ouvir do médico que o menino tinha transtorno global do desenvolvimento, a sensação experimentada por ela era semelhante à de um forte soco no estômago.

 

Lagarta-Vira-Pupa-capa-livroCompletamente sem chão, ela só queria saber se ele ficaria curado, se ficaria bem, se iria falar e ser independente. Andréa enfrentava, naquele momento, o mesmo sentimento de impotência e desconhecimento vivido por milhares de mães ao serem informadas que seus filhos têm autismo. Daquele dia até o momento em que decidiu mergulhar fundo no assunto para ajudá-lo de todas as formas possíveis, ela passou por diversas etapas, do quase luto até a descoberta de que existe vida, sim, apesar do autismo.

 

A última delas resultou no livro "Lagarta Vira Pupa – A vida e os aprendizados ao lado de um lindo garotinho autista", lançado neste mês (julho de 2016).“O livro vem para acolher e apoiar principalmente os pais, e isso vai desde a validação de todos os sentimentos vividos no pós-diagnóstico — a negação, a barganha, a aceitação — até uma palavra de conforto para os dias difíceis, terminando em dicas práticas”, explica a autora, ressaltando que sua proposta é de que a obra também seja útil para familiares e profissionais que trabalham com crianças com deficiências ou simplesmente para pessoas que queiram aprender a lidar melhor com a diversidade e criar filhos mais abertos a ela.

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Dia do Orgulho Autista 2016 lembrou desafio da inclusão

Autista estudante da UnB diz que barreiras estão na sociedade. Foto: Silvio Abdon/CLDFCelebrado todo 18 de junho, o Dia do Orgulho Autista foi comemorado neste ano em sessão solene na Câmara Legislativa do Distrito Federal na sexta-feira 17.junho.2016. A solenidade reuniu familiares, pessoas com autismo, educadores e militantes numa celebração cuja mensagem principal foi a da necessidade de inclusão. Implementação dos direitos previstos em leis e preparação das escolas estão entre os desafios.

 

Veja o texto original completo no site da Câmara Legislativa do Distrito Federal — em http://www.cl.df.gov.br/ultimas-noticias/-/asset_publisher/IT0h/content/dia-do-orgulho-autista-lembra-desafio-da-inclusao;jsessionid=C336B1E042AE0EF002A6759CA8ED6136.liferay1?redirect=http%3A%2F%2Fwww.cl.df.gov.br%2Fultimas-noticias

 
Cientista responde perguntas sobre a primeira empresa de biotecnologia voltada ao autismo

Em um vídeo de mais de dez minutos, direto de San Diego (Califórna), nos Estados Unidos, o neurocientista Alysson Muotri respondeu às perguntas que lhe enviamos, a respeito da sua startup, a Tismoo, a primeira empresa de biotecnologia do mundo voltada ao autismo (veja reportagem sobre o lançamento da Tismoo).

 

Assista ao vídeo a seguir e saiba mais sobre esse início da era da medicina personalizada que estamos vivendo:

 

 

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